O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. No Brasil, ele representa um dos maiores desafios da saúde pública, afetando milhares de pessoas todos os anos, muitas delas em idade produtiva.

Apesar de seu impacto, o AVC é uma condição que pode ser prevenida, identificada precocemente e tratada com sucesso, desde que a população reconheça seus sinais de alerta e adote hábitos saudáveis que protegem o cérebro.

O que é o AVC e quais são seus tipos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há uma interrupção ou redução do fluxo sanguíneo no cérebro, impedindo que as células nervosas recebam oxigênio e nutrientes. Quando isso acontece, as células cerebrais começam a morrer em poucos minutos, o que exige atendimento médico imediato.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o AVC em dois tipos principais:

Em ambos os casos, o tempo é o fator mais crítico. O atendimento rápido pode reduzir sequelas e salvar vidas.

Você sabia?
De acordo com o Ministério da Saúde (2024), o AVC é responsável por cerca de 100 mil mortes por ano no Brasil, e estima-se que uma pessoa sofre um AVC a cada cinco minutos no país. No entanto, até 90% dos casos podem ser prevenidos com o controle de fatores de risco.

Principais fatores de risco

O AVC está fortemente relacionado a doenças crônicas e hábitos de vida.

Entre os principais fatores de risco estão:

O controle desses fatores é fundamental para evitar não apenas o AVC, mas também outras doenças cardiovasculares.

Como identificar os sinais de alerta

O reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para garantir um atendimento eficaz.

O Ministério da Saúde recomenda o uso da sigla SAMU como forma de memorização dos principais sinais de alerta:

Outros sintomas que também exigem atenção incluem:

Importante:

O atendimento deve ser imediato. O uso de medicamentos trombolíticos, por exemplo, só é eficaz nas primeiras horas após o início dos sintomas. Quanto mais rápido o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de recuperação sem sequelas.

Diagnóstico precoce e o papel da atenção primária

A atenção primária à saúde, garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a principal porta de entrada para o diagnóstico e o controle dos fatores de risco do AVC.

Por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a população pode realizar monitoramento da pressão arterial, glicemia e colesterol, além de receber orientações nutricionais e acompanhamento médico contínuo.

Essas ações de prevenção têm mostrado impacto direto na redução da incidência de AVCs e outras doenças cerebrovasculares.

Além disso, os Centros de Atenção Especializada e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão preparados para o atendimento rápido e encaminhamento de urgência, garantindo acesso integral e equitativo ao cuidado.

Segundo a Fiocruz (2023), o fortalecimento da atenção primária e das campanhas de conscientização é responsável por uma queda de mais de 35% nas taxas de mortalidade por AVC nas últimas duas décadas no Brasil, um resultado que reflete o poder da prevenção aliada ao sistema público de saúde.

Hábitos que ajudam a proteger o cérebro

A prevenção do AVC está diretamente ligada às escolhas cotidianas.

Pequenas mudanças de comportamento têm grande impacto na saúde cerebral:

Essas atitudes reduzem a inflamação vascular, melhoram a circulação sanguínea e fortalecem o sistema nervoso.

O papel da SPDM na prevenção e no cuidado contínuo

A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) atua há mais de 90 anos na gestão de serviços públicos de saúde, desenvolvendo programas e campanhas voltados à prevenção de doenças cerebrovasculares e à promoção da saúde cardiovascular.

Nas unidades sob sua administração, a SPDM realiza ações de educação em saúde, triagem preventiva e acompanhamento de pacientes com hipertensão, diabetes e outras comorbidades, condições diretamente associadas ao risco de AVC.

Essas iniciativas integram a estratégia de cuidado contínuo, que visa não apenas tratar, mas prevenir e reduzir a reincidência de eventos cerebrovasculares.

Entre as ações de destaque estão:

Essas iniciativas traduzem o compromisso permanente da SPDM em promover informação, cuidado e acolhimento, pilares fundamentais de uma saúde pública humanizada e eficaz.

O AVC pode ser prevenido e suas consequências minimizadas quando há informação, vigilância e acesso rápido ao atendimento.

Identificar os sinais de alerta, manter hábitos saudáveis e controlar doenças crônicas são passos essenciais para proteger o cérebro e preservar a qualidade de vida.

A SPDM reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e a prevenção de doenças, atuando de forma integrada ao SUS para levar conhecimento, atendimento de qualidade e esperança a milhares de pessoas em todo o país.

Cuidar do coração e do cérebro é cuidar do futuro.

E prevenir o AVC é um ato de responsabilidade coletiva.

Fontes consultadas