O acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame, é um déficit neurológico que resulta de uma lesão focal aguda no sistema nervoso central, causada por problemas vasculares.

Globalmente, o AVC é a segunda principal causa de morte e um contribuinte significativo para a incapacidade a longo prazo.

Para se ter uma ideia, peguemos o exemplo dos Estados Unidos da América que a cada ano, cerca de 800 mil novos casos de AVC são registrados, o que equivale a um novo caso a cada 40 segundos.

Existem três classificações principais de AVC: isquêmico, hemorrágico e ataque isquêmico transitório (AIT).

A diferença fundamental está na causa:

A rápida evolução clínica exige atenção médica imediata.

O que é AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico é uma condição grave caracterizada por sangramento intracraniano devido à ruptura de um vaso sanguíneo. Esse sangramento pode danificar células cerebrais, aumentar a pressão intracraniana e causar complicações adicionais.

Os principais tipos são:

Ambos os tipos têm alta morbidade e mortalidade.

Fatores de risco

Modificáveis

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Não modificáveis

Fisiopatologia

A lesão ocorre em duas fases:

Sinais e sintomas

O AVC hemorrágico se manifesta de forma súbita e progressiva.
Os sintomas mais comuns incluem:

Diagnóstico

O diagnóstico rápido é essencial.

Tratamento

O manejo é complexo e envolve:

Complicações e prognóstico

Prevenção

Impacto psicossocial

O AVC hemorrágico não deixa marcas apenas no corpo. Ele transforma a vida emocional, social e familiar de quem o enfrenta. As mudanças súbitas na autonomia e na funcionalidade podem gerar medo, insegurança e sensação de perda de identidade, atingindo também o cotidiano dos familiares e cuidadores.

Estudos mostram que mulheres, em especial, têm maior risco de incapacidade após o evento e sofrem mais com depressão, ansiedade, dor crônica e limitações na mobilidade. Além disso, o declínio cognitivo, comum em muitos sobreviventes, compromete a memória, atenção e planejamento, reduzindo significativamente a qualidade de vida.

Por isso, a recuperação não se resume à estabilização clínica. Ela exige um cuidado integral, que combine suporte psicológico contínuo, reabilitação multidisciplinar, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento neuropsicológico, e um acolhimento familiar estruturado. Esses elementos são essenciais para reconstruir a autoestima, favorecer a reintegração social e oferecer melhores perspectivas de bem-estar ao paciente.

O AVC hemorrágico é uma das condições neurológicas mais graves, com alta mortalidade e sequelas incapacitantes. O diagnóstico precoce e o tratamento rápido são determinantes para a sobrevida e para a qualidade de vida. Trata-se de uma emergência médica que requer atendimento imediato.

Se você ou alguém próximo apresentar sinais como dor de cabeça súbita e intensa, perda de força em um lado do corpo, fala arrastada ou alteração do nível de consciência, procure ajuda médica sem demora.

A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) atua na promoção da saúde e oferece informações confiáveis sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas.

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Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico?

O isquêmico ocorre por obstrução do fluxo sanguíneo; o hemorrágico, pela ruptura de um vaso e sangramento intracraniano.

2. Quais os principais fatores de risco?

Hipertensão, aneurismas, MAVs, uso de anticoagulantes, drogas ilícitas, tabagismo, idade avançada e angiopatia amiloide.

3. O AVC hemorrágico pode ser hereditário?

Alguns fatores têm predisposição genética, como aneurismas, MAVs e angiopatia amiloide cerebral.

4. Qual é o tratamento imediato?

Controle da pressão, reversão de coagulopatia, estabilização vital, monitoramento em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e, quando necessário, cirurgia.

5. É possível recuperação completa?

A recuperação funcional plena é rara. Apenas uma minoria atinge independência em 1 ano, mas a reabilitação precoce melhora os resultados.

6. Quais complicações podem ocorrer?

Edema cerebral, hidrocefalia, ressangramento, convulsões, febre, hiperglicemia e eventos tromboembólicos.

7. Como monitorar a expansão do hematoma?

Por TC seriada de crânio. Sinais como blend sign e swirl sign indicam maior risco de expansão.

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Fontes Consultadas

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