O III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) apresenta dados que ajudam a compreender o panorama atual do consumo de cocaína no Brasil e suas consequências na saúde da população. A pesquisa mostra como o uso da substância está associado a riscos importantes, entre eles dirigir sob efeito da droga, além de revelar sua forte conexão com transtornos mentais, como depressão e ansiedade. A partir desses dados, torna-se essencial discutir não apenas os perigos, mas também os caminhos possíveis de tratamento e acompanhamento especializado para quem enfrenta problemas relacionados ao uso da cocaína.

Principais dados do III LENAD

O levantamento, conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), traz informações relevantes sobre o padrão de consumo da cocaína e do crack no país. Entre os destaques:

Cocaína e saúde mental

O consumo de cocaína está intimamente ligado ao surgimento ou agravamento de transtornos mentais. Entre os principais impactos:

Estudos recentes publicados no PubMed também apontam que o consumo de cocaína tem relação direta com a desregulação dos circuitos de recompensa no cérebro, potencializando vulnerabilidades emocionais e aumentando o risco de transtornos psiquiátricos.

Dirigir sob efeito da cocaína

Um dos pontos mais preocupantes revelados pelo III LENAD é o relato de pessoas que já dirigiram sob efeito da cocaína. Entre os principais riscos:

Esse comportamento não coloca em risco apenas o usuário, mas também toda a sociedade, reforçando a importância de políticas públicas de prevenção e fiscalização.

Caminhos para tratamento

Superar a dependência da cocaína exige uma abordagem integrada e multidisciplinar, que pode incluir:

Os dados do III LENAD reforçam que o consumo de cocaína é um problema complexo, que gera consequências sérias para a saúde mental e para a segurança pública. A associação com depressão, ansiedade e risco de acidentes evidencia a urgência de ampliar políticas de prevenção, reduzir estigmas e fortalecer a rede de tratamento.

Buscar ajuda profissional é um passo fundamental, e os recursos disponíveis no SUS, somados a iniciativas de instituições como a SPDM, mostram que é possível oferecer suporte efetivo, promovendo recuperação e qualidade de vida para quem enfrenta a dependência da cocaína.

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Fontes consultadas

https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC181074/